quinta-feira, 27 de setembro de 2018

2018 – O eleitor poderá mudar


ELEIÇÕES NO BRASIL
Por: Professor Chagas

2018 – O eleitor poderá mudar

Uma Pesquisa CNI/Ibope divulgada na terça feira 13 de março, mostrou que o eleitorado brasileiro está majoritariamente pessimista em relação às próximas eleições gerais para presidente, senadores e deputados. Apenas 20% estão otimistas, 44% esperam o pior e 23% representam os que não estão nem aí, ou melhor não tem nenhuma motivação para participarem do pleito.

Se somarmos os dois últimos grupos temos 70%(setenta por cento) dos eleitores habilitados a votar. Esse contingente, se quiser, pode inviabilizar as eleições de 2018. Isso é preocupante, pois um contingente desse com esse estado de humor representa um perigo muito grande para a democracia, pois como diz a jornalista Dora Kraemer, em Veja de 21 de março de 2018. ...”principalmente se levarmos em conta que esses zangados e/ou indiferentes não dão importância ao fato de que uma eleição é muito melhor que eleição nenhuma” .

Por outro lado, esse quadro pode resultar numa reviravolta qualitativa no posicionamento do eleitorado, que poderá optar por candidatos com perfis mais conservadores e menos pirotécnicos. O eleitor pode estar acordando para concluir que quem precisa ser sério em primeiro lugar é ele eleitor; que quem tem que escolher bons perfis é ele eleitor; que quem tem o dever de escolher bons gestores e legisladores para a empresa Brasil é ele o eleitor; que afinal de contas o dono da empresa é ele.

Os candidatos, por sua vez, procurarão fazer seus shows particulares, para atrair os eleitores. Para isso como sempre, aparecerão aqueles que prometerão mundos e fundos, mágicas e milagres, reformas e revisões e até os que apelarão para a velha fórmula nacionalista de combater as mazelas culturais da nação, como a corrupção, o jeitinho e a crença em fantasmas. Ao eleitor caberá agir com responsabilidade para não cair em falácia, em promessa furada ou em malandragens.

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