Tem ocasiões que somos levados a nos desanimar,
pois ao nosso redor parece que está tudo desmoronando. Mas é preciso uma boa
dose de paciência para encontrar-se aspectos positivos. O julgamento do MENSALÃO por exemplo.
Foi
uma decepção para os brasileiros de um modo geral,
pois mostrou um SUPREMO vacilante, confuso, atrapalhado e acima de tudo
mal-educado. Foi triste e vergonhoso assistir-se homens velhos expondo suas
vaidades, seus preconceitos e suas mesquinharias.
O que deveria ser uma demonstração de sapiência
jurídica, polidez, atitudes de isenção, acabou sendo um espetáculo grotesco,
onde ministros se degladiaram no campo pessoal, baixando o nível dos debates, a
tal ponto de se ter a impressão de estar-se assistindo a um espetáculo de
palhaçada onde cada queria se exibir mais para a platéia.
Foi
péssimo para a carreira do direito, pois deixou a
impressão bem forte de que os profissionais do direito não são confíáveis e que
não têm certeza de nada, mesmo diante de situações comuns como crimes de
corrupção..
Foi
uma calamidade para a própria instituição, pois ao
exibir o seu modus vivendi, jogou por terra a sua aura de instituição
intocável, incorrigível e justa.
Foi
ruim
para os julgados, pois em vários momentos os senhores ministros demonstraram
insegurança e incerteza perante os casos de cada um. Ao final, restou a cada
condenado, a dúvida quanto a sua sentença. Melhor seria que o julgamento não
tivesse sido levado ao vivo;
Foi
ruim
para para o Código Penal, pois pareceu
que este não é nada claro no quesito de penas cabíveis a crimes de corrupção.
Foi
péssimo para os condenados que não têm mandato
parlamentar, pois estes ainda terão o privilégio de serem avaliados pela Câmara
Federal.
Foi
muito ruim para os próprios ministros que não satisfeitos
com os resultados e resolveram repetir tudo novamente.
Agora, ruim
mesmo foi para a população, que terá que assistir tudo de novo.
Mas
para outros foi muito bom....
A televisão por exemplo, que registrou índices de
audiências altíssimos durante as sessões.
E para os ministros novatos. Estes se sentiram como jogadores de futebol
estrearando em um jogo clássico, com muita platéia e transmissão televisiva
para o Brasil inteiro... Pegaram pouco na bola, mas as vezes em que pegaram,
driblaram, deram passes ótimos, até reclamaram do Juiz. Pode se dizer que não
fizeram feio não. Certamente tiveram vontade de estampar uma daquelas faixas
que diz: MAMÃE ÓIA EU AQUI NA GROBO...
Publicação de 23/01/2014

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